"Ao Deus Desconhecido"


"Antes de prosseguir em meu caminho e lançar o meu olhar para a frente, uma vez mais, elevo só, minhas mãos a Ti, na direção de quem eu fujo.
A Ti, das profundezas de meu coração, tenho dedicado altares festivos, para que, em cada momento, Tua voz me pudesse chamar.
Sobre esses altares está gravada em fogo  estas palavras: “Ao Deus desconhecido”.
Seu, sou eu, embora até o presente tenho me associado aos sacrilégios.
 Seu, sou eu, não obstante os laços que me puxam para o abismo.
 Mesmo querendo fugir, sinto-me forçado a servir-LO.
Eu quero Te conhecer,  óh Desconhecido.
Tu, que me penetras a alma e, qual turbilhão, invades a minha vida.
Tu, o incompreensível, mas meu semelhante.
Quero te conhecer, quero só a Ti servir".

Friedrich Nietzsche
Tradução de Leonardo Boff


“Existem de fato mentes inquiridoras, que anseiam pela unidade do coração, que a buscam, empenham-se para resolver os problemas colocados pela vida, tentam penetrar na essência das coisas e dos fenômenos e adentrar em si mesmos. Se um homem raciocina e pensa de forma mais consistente, independentemente do caminho que ele siga na solução desses problemas, ele deve inevitavelmente regressar a si mesmo, e começar com a solução do problema do que ele mesmo é e qual o seu lugar no mundo e à sua volta.”

G. I. Gurdjieff.

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